Ser um “grande cébebro” em termos de qualidade e inteligência é importante para o desenvolvimento de qualquer pessoa. Mas agora cientistas descobriram que ter um cérebro grande, em tamanho mesmo, pode ser muito importante. Eles acreditam que pessoas com cérebros maiores possam ter um tipo de defesa natural contra o mal de Alzheimer.
A equipe da Universidade de Portland estudou 477 voluntários que doaram seus cérebros para a pesquisa científica (após a morte, é claro!) e percebeu que algumas pessoas idosas tinham todos os marcadores do mal de Alzheimer no órgão, mas morreram sem nenhum dos sintomas.
“Foi uma surpresa. Eram pessoas com os grandes aglomerados de proteínas que são resultado da perda de neurônios característica do Alzheimer e que morreram lúcidas, sem nenhum dos problemas ligados à doença”, afirmou a autora principal do estudo, Deniz Erten-Lyons, que apresentou seus resultados na Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia, em Chicago, nos EUA. “São pessoas obviamente resistentes à degeneração dos neurônios e queríamos entender por que isso acontece", disse ela.
Erten-Lyons e seus colegas, então, selecionaram 24 pessoas que foram diagnosticadas com Alzheimer antes da morte, dentro do grupo de 477. E também 12 que apresentavam as marcas no cérebro, mas nenhum dos sintomas. O número não é tão grande porque os cientistas fizeram questão de pegar apenas aqueles que tinham sido examinados por um médico no máximo um ano antes da morte e que, com certeza, não desenvolveram os sintomas da doença. E também pessoas com históricos parecidos, com mesmo nível educacional e social, para diminuir as chances de obter resultados errados.
Os pesquisadores então trabalharam para encontrar o que havia de tão diferente entre essas pessoas. E descobriram: o cérebro de quem não desenvolveu o Alzheimer era, em média, bem maior do que o dos pacientes da doença.
“Não sabemos por que isso acontece. Há duas possibilidades”, explica a autora. “A primeira é que pessoas com cérebros maiores simplesmente precisem de muito mais perda de neurônios para que o Alzheimer apresente algum sintoma. A segunda é que essas pessoas sejam mais resistentes à perda de neurônios em si e, por isso, acabem com cérebros maiores na hora da morte”, afirma.
A descoberta pode ser um passo importante para a pesquisa de uma cura para o mal de Alzheimer, ou então, de novos remédios mais eficientes. “O mais importante, acredito, é mostrar que precisamos encontrar novos enfoques em nossos estudos. A cura pode ser encontrada nesses casos raros”, afirmou Erten-Lyons, que aproveitou para agradecer as pessoas que doam seus corpos para a ciência após a morte. “Este é um exemplo claro de avanço que não seria possível sem o compromisso desses vountários”, disse ela.
A repórter Marília Juste viajou a convite da Biogen Idec.
Do G1, em Chicago
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quarta-feira, 16 de abril de 2008
Estresse, e não quimioterapia, afeta memória de pessoas com câncer
Entre as principais reclamações de pacientes que passam por quimioterapia estão a dificuldade de concentração e os problemas de memória. O medo é tamanho que muitas pessoas levam isso em conta na hora de decidir se vão ou não se submeter ao tratamento. Dois estudos diferentes e independentes alertam, no entanto, que essas dificuldades não seriam causadas pela quimioterapia em si, mas pelo estresse psicológico que sofre quem tem a doença diagnosticada.
“A quimioterapia é uma das armas mais eficientes que temos contra o câncer hoje em dia. Mas, infelizmente, ela tem diversos efeitos colaterais”, explica o pesquisador australiano David Darby, que apresentou seus resultados na Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia, em Chicago, nos Estados Unidos. “Muitas pessoas preferem não se submeter ao tratamento por medo dos efeitos neurológicos, mas, segundo nossa pesquisa, não é a quimioterapia que atrapalha a concentração”, afirma.
Darby e sua equipe fizeram testes de memória e atenção em 30 mulheres com câncer de mama antes do início de cada ciclo de tratamento quimioterápico e um mês depois da última sessão. Outro grupo de 30 mulheres, saudáveis, também foi testado, para efeito de comparação.
As mulheres com câncer, segundo o estudo, apresentaram uma pequena dificuldade de concentração e aprendizado antes do início do tratamento. Apenas três delas (10%) tiveram problemas desse tipo durante a quimioterapia. Mas essas três não foram as que reclamaram. “As mulheres que disseram ter dificuldades de atenção e memória durante o tratamento não foram aquelas que tiveram esses problemas de fato, segundo nossos testes”, explica Darby.
O segundo estudo, americano, analisou a capacidade cognitiva e a qualidade de vida de três grupos diferentes de mulheres: 40 diagnosticadas com câncer de mama que ainda não tinham sido tratadas; 27 que tinham passado por biópsias recentemente e descoberto que tinham nódulos benignos; e 20 sobreviventes da doença que tinham passado pelo tratamento pelo menos um ano antes.
Nos testes, tanto as mulheres recém-diagnosticadas quanto as com nódulos benignos apresentaram mais dificuldade de concentração e memória do que as sobreviventes do câncer.
Para o autor do estudo, Michael Boivin, da Universidade Estadual de Michigan, nos EUA, isso indica que é o estresse de passar pelo diagnóstico de um câncer (confirmado ou não) que afeta, psicologicamente, a atenção dos pacientes. “Acredito que esses resultados são importantes para aumentar as taxas de sobrevivência do câncer. Quanto menos pessoas desistirem do tratamento, melhor”, disse ele.
A repórter Marília Juste viajou a convite da Biogen Idec
Do G1, em Chicago
“A quimioterapia é uma das armas mais eficientes que temos contra o câncer hoje em dia. Mas, infelizmente, ela tem diversos efeitos colaterais”, explica o pesquisador australiano David Darby, que apresentou seus resultados na Reunião Anual da Academia Americana de Neurologia, em Chicago, nos Estados Unidos. “Muitas pessoas preferem não se submeter ao tratamento por medo dos efeitos neurológicos, mas, segundo nossa pesquisa, não é a quimioterapia que atrapalha a concentração”, afirma.
Darby e sua equipe fizeram testes de memória e atenção em 30 mulheres com câncer de mama antes do início de cada ciclo de tratamento quimioterápico e um mês depois da última sessão. Outro grupo de 30 mulheres, saudáveis, também foi testado, para efeito de comparação.
As mulheres com câncer, segundo o estudo, apresentaram uma pequena dificuldade de concentração e aprendizado antes do início do tratamento. Apenas três delas (10%) tiveram problemas desse tipo durante a quimioterapia. Mas essas três não foram as que reclamaram. “As mulheres que disseram ter dificuldades de atenção e memória durante o tratamento não foram aquelas que tiveram esses problemas de fato, segundo nossos testes”, explica Darby.
O segundo estudo, americano, analisou a capacidade cognitiva e a qualidade de vida de três grupos diferentes de mulheres: 40 diagnosticadas com câncer de mama que ainda não tinham sido tratadas; 27 que tinham passado por biópsias recentemente e descoberto que tinham nódulos benignos; e 20 sobreviventes da doença que tinham passado pelo tratamento pelo menos um ano antes.
Nos testes, tanto as mulheres recém-diagnosticadas quanto as com nódulos benignos apresentaram mais dificuldade de concentração e memória do que as sobreviventes do câncer.
Para o autor do estudo, Michael Boivin, da Universidade Estadual de Michigan, nos EUA, isso indica que é o estresse de passar pelo diagnóstico de um câncer (confirmado ou não) que afeta, psicologicamente, a atenção dos pacientes. “Acredito que esses resultados são importantes para aumentar as taxas de sobrevivência do câncer. Quanto menos pessoas desistirem do tratamento, melhor”, disse ele.
A repórter Marília Juste viajou a convite da Biogen Idec
Do G1, em Chicago
Universidade desenvolve teste para diagnosticar dengue em 3 minutos
Um novo tipo de exame, capaz de diagnosticar a dengue em poucos minutos, foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco. Essa rapidez é fundamental para salvar vidas.
As pesquisas começaram há dois anos no Departamento de Física da Universidade Federal de Pernambuco. O material usado é uma nanopartícula fluorescente, um líquido que adicionado a uma amostra do DNA extraído do sangue do paciente vai apontar a existência ou não do vírus.
A grande vantagem desse teste é a rapidez no diagnóstico. Enquanto os testes tradicionais levam alguns dias para saber se o paciente está ou não com dengue, com ele o resultado sai em três minutos.
O professor Celso Melo, coordenador da pesquisa, já patenteou o novo método de diagnóstico, que pode servir não só para a dengue, mas também para identificar o DNA de qualquer vírus ou bactéria.
O teste pode custar em torno de cinqüenta centavos. O investimento maior seria na compra de um microscópio apropriado.
“Esse teste poderia dizer se o paciente está infectado e o subtipo da dengue que ele estaria contaminado”, explica o professor.
O exame precisa da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para a infectologista do Hospital das Clínicas de Pernambuco, Vera Magalhães, diagnosticar a dengue de forma mais rápida pode significar um grande avanço no combate à doença.
“Na área pediátrica a dengue pode ser confundida com outras viroses, então é importante diagnosticar a dengue logo no início do quadro”, explica.
Fonte: G1
As pesquisas começaram há dois anos no Departamento de Física da Universidade Federal de Pernambuco. O material usado é uma nanopartícula fluorescente, um líquido que adicionado a uma amostra do DNA extraído do sangue do paciente vai apontar a existência ou não do vírus.
A grande vantagem desse teste é a rapidez no diagnóstico. Enquanto os testes tradicionais levam alguns dias para saber se o paciente está ou não com dengue, com ele o resultado sai em três minutos.
O professor Celso Melo, coordenador da pesquisa, já patenteou o novo método de diagnóstico, que pode servir não só para a dengue, mas também para identificar o DNA de qualquer vírus ou bactéria.
O teste pode custar em torno de cinqüenta centavos. O investimento maior seria na compra de um microscópio apropriado.
“Esse teste poderia dizer se o paciente está infectado e o subtipo da dengue que ele estaria contaminado”, explica o professor.
O exame precisa da aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Para a infectologista do Hospital das Clínicas de Pernambuco, Vera Magalhães, diagnosticar a dengue de forma mais rápida pode significar um grande avanço no combate à doença.
“Na área pediátrica a dengue pode ser confundida com outras viroses, então é importante diagnosticar a dengue logo no início do quadro”, explica.
Fonte: G1
terça-feira, 15 de abril de 2008
Pesquisa: um quinto dos cientistas usa drogas para melhorar desempenho intelectual
O Globo OnlineAgências internacionais
RIO - Uma pesquisa disponibilizada no site da revista "Nature" revelou que um quinto dos cientistas usam algum tipo de droga para melhorar o próprio desempenho intelectual. Participaram da enquete 1.400 pesquisadores de 60 países, que citaram a necessidade de concentração como a principal razão para apelar para o "doping". Para isto, são geralmente usados medicamento doenças do sono, hiperatividade e problemas cardíacos, sem prescrição médica.
O questionário foi disponibilizado na "Nature" depois que Barbara Sahakian e Sharon Morein-Zamir, neurocientistas da Universidade de Cambridge, revelaram os resultados de uma pesquisa com colegas sobre o uso de drogas durante atividades científicas.
De acordo com a "Nature", três drogas são responsáveis pela maioria dos casos de "doping":
- Ritalin (princípio ativo: metilfenidato), usado no tratamento de hiperatividade ou distúrbio do déficit de atenção. É conhecido em campus universitários como um "auxiliador de estudo".
- Provigil (princípio ativo: modafinil), que atua contra problemas de sono, cansaço físico e mental e a desregulação do relógio biólogico.
- Betabloqueadores, recomendados contra problemas cardíacos e de pressão alta, mas também usados contra ansiedade.
A maioria dos participantes da enquete afirmaram ter usado pelo menos uma das substâncias uma vez no mês. Metade dos pesquisadores relatou efeitos colaterais desagradáveis.
RIO - Uma pesquisa disponibilizada no site da revista "Nature" revelou que um quinto dos cientistas usam algum tipo de droga para melhorar o próprio desempenho intelectual. Participaram da enquete 1.400 pesquisadores de 60 países, que citaram a necessidade de concentração como a principal razão para apelar para o "doping". Para isto, são geralmente usados medicamento doenças do sono, hiperatividade e problemas cardíacos, sem prescrição médica.
O questionário foi disponibilizado na "Nature" depois que Barbara Sahakian e Sharon Morein-Zamir, neurocientistas da Universidade de Cambridge, revelaram os resultados de uma pesquisa com colegas sobre o uso de drogas durante atividades científicas.
De acordo com a "Nature", três drogas são responsáveis pela maioria dos casos de "doping":
- Ritalin (princípio ativo: metilfenidato), usado no tratamento de hiperatividade ou distúrbio do déficit de atenção. É conhecido em campus universitários como um "auxiliador de estudo".
- Provigil (princípio ativo: modafinil), que atua contra problemas de sono, cansaço físico e mental e a desregulação do relógio biólogico.
- Betabloqueadores, recomendados contra problemas cardíacos e de pressão alta, mas também usados contra ansiedade.
A maioria dos participantes da enquete afirmaram ter usado pelo menos uma das substâncias uma vez no mês. Metade dos pesquisadores relatou efeitos colaterais desagradáveis.
Fazer faxina pode reduzir estresse, diz estudo
Fazer faxina por apenas 20 minutos seguidos por semana pode trazer benefícios para a saúde mental, sugere um estudo publicado nesta quinta-feira na revista científica British Journal of Sports Medicine.
O objetivo dos pesquisadores da University College, em Londres, era estabelecer quais atividades físicas traziam mais benefícios para a saúde mental e quantificar o tempo necessário para que os exercícios tivessem impacto psicológico.
Os resultados indicam que são necessários 20 minutos seguidos de exercício - o suficiente para deixar a Novo pessoa ofegante - para que a atividade física provoque uma "melhora no humor" e diminua o estresse.
A equipe de pesquisadores estabeleceu ainda que as atividades mais apropriadas seriam a faxina, a jardinagem, a caminhada e a prática de esportes.
Resultados
Para chegar aos resultados, a equipe perguntou a 20 mil pessoas quanto tempo e que tipo de exercícios praticavam semanalmente, além de questões sobre o estado de saúde mental. Dos voluntários, 16% (3,2 mil) sofriam de algum tipo de estresse ou ansiedade.
De acordo com o estudo, os praticantes de esportes reduziam os riscos de estresse em cerca de 30%, enquanto a caminhada e as atividades domésticas como faxina e jardinagem contribuem para uma redução de 20%.
"Muitos estudos sugerem o benefício da prática de exercícios na saúde mental, mas pela primeira vez conseguimos quantificar o tempo necessário para que a atividade faça diferença", disse Mark Hamer, que liderou o estudo.
"No entanto, é uma questão como a do o ovo e a galinha, já que a maioria das pessoas que sofrem de estresse ou ansiedade são menos propensas a praticar exercícios físicos", explicou.
Apesar dos resultados, a equipe afirma que o próximo passo da pesquisa será descobrir quais os mecanismos que influem na relação entre a atividade física e a saúde mental.
Segundo a ONG Sane, que trabalha com saúde mental, as razões do estresse são geralmente pouco compreendidas e em casos mais sérios, as pessoas precisam procurar ajuda profissional.
No entanto, o porta-voz da organização, Richard Colwill, afirmou que os resultados do estudo podem contribuir para uma melhora nas pessoas que sofrem de problemas de saúde mental.
"A pesquisa oferece esperança de que pequenas mudanças no estilo de vida podem contribuir para o bem-estar psicológico", disse Colwill.
"O cérebro é um órgão tão 'físico' quanto o coração ou os pulmões. Por isso, não deve ser uma surpresa que pequenas quantidades de exercícios regulares podem contribuir para uma redução nos problemas psicológicos", concluiu.
Aeróbica
Uma outra pesquisa publicada na mesma revista científica também trata dos benefícios do exercício físico, mas entre os mais velhos.
O estudo da Universidade de Toronto, no Canadá, sugere que fazer exercícios aeróbicos regularmente na meia-idade pode aumentar a expectativa de vida em até 12 anos e ajudar a prolongar o período de vida independente.
Segundo a pesquisa, que analisou 400 pessoas com idade entre 55 e 85 anos, a prática freqüente de exercícios aeróbicos "treina" o corpo a usar o oxigênio para gerar energia de maneira mais eficaz.
Segundo Lorna Layward, diretora de pesquisas da ONG Help the Aged, que trabalha com idosos, "nunca é tarde para começar a fazer exercícios".
"Quando as pessoas ouvem a palavra 'aeróbico', tendem a pensar em Lycra e roupas de ginástica, mas existem vários tipos de atividades desta espécie, como dançar ou nadar, que podem fazer uma diferença enorme", disse Layward.
"Existe uma suposição de que a aposentadoria significa colocar os pés para cima e relaxar, mas gradualmente estamos observando que se manter ativo pode trazer vários tipos de benefício", concluiu.
Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil
O objetivo dos pesquisadores da University College, em Londres, era estabelecer quais atividades físicas traziam mais benefícios para a saúde mental e quantificar o tempo necessário para que os exercícios tivessem impacto psicológico.
Os resultados indicam que são necessários 20 minutos seguidos de exercício - o suficiente para deixar a Novo pessoa ofegante - para que a atividade física provoque uma "melhora no humor" e diminua o estresse.
A equipe de pesquisadores estabeleceu ainda que as atividades mais apropriadas seriam a faxina, a jardinagem, a caminhada e a prática de esportes.
Resultados
Para chegar aos resultados, a equipe perguntou a 20 mil pessoas quanto tempo e que tipo de exercícios praticavam semanalmente, além de questões sobre o estado de saúde mental. Dos voluntários, 16% (3,2 mil) sofriam de algum tipo de estresse ou ansiedade.
De acordo com o estudo, os praticantes de esportes reduziam os riscos de estresse em cerca de 30%, enquanto a caminhada e as atividades domésticas como faxina e jardinagem contribuem para uma redução de 20%.
"Muitos estudos sugerem o benefício da prática de exercícios na saúde mental, mas pela primeira vez conseguimos quantificar o tempo necessário para que a atividade faça diferença", disse Mark Hamer, que liderou o estudo.
"No entanto, é uma questão como a do o ovo e a galinha, já que a maioria das pessoas que sofrem de estresse ou ansiedade são menos propensas a praticar exercícios físicos", explicou.
Apesar dos resultados, a equipe afirma que o próximo passo da pesquisa será descobrir quais os mecanismos que influem na relação entre a atividade física e a saúde mental.
Segundo a ONG Sane, que trabalha com saúde mental, as razões do estresse são geralmente pouco compreendidas e em casos mais sérios, as pessoas precisam procurar ajuda profissional.
No entanto, o porta-voz da organização, Richard Colwill, afirmou que os resultados do estudo podem contribuir para uma melhora nas pessoas que sofrem de problemas de saúde mental.
"A pesquisa oferece esperança de que pequenas mudanças no estilo de vida podem contribuir para o bem-estar psicológico", disse Colwill.
"O cérebro é um órgão tão 'físico' quanto o coração ou os pulmões. Por isso, não deve ser uma surpresa que pequenas quantidades de exercícios regulares podem contribuir para uma redução nos problemas psicológicos", concluiu.
Aeróbica
Uma outra pesquisa publicada na mesma revista científica também trata dos benefícios do exercício físico, mas entre os mais velhos.
O estudo da Universidade de Toronto, no Canadá, sugere que fazer exercícios aeróbicos regularmente na meia-idade pode aumentar a expectativa de vida em até 12 anos e ajudar a prolongar o período de vida independente.
Segundo a pesquisa, que analisou 400 pessoas com idade entre 55 e 85 anos, a prática freqüente de exercícios aeróbicos "treina" o corpo a usar o oxigênio para gerar energia de maneira mais eficaz.
Segundo Lorna Layward, diretora de pesquisas da ONG Help the Aged, que trabalha com idosos, "nunca é tarde para começar a fazer exercícios".
"Quando as pessoas ouvem a palavra 'aeróbico', tendem a pensar em Lycra e roupas de ginástica, mas existem vários tipos de atividades desta espécie, como dançar ou nadar, que podem fazer uma diferença enorme", disse Layward.
"Existe uma suposição de que a aposentadoria significa colocar os pés para cima e relaxar, mas gradualmente estamos observando que se manter ativo pode trazer vários tipos de benefício", concluiu.
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Cientistas desenvolvem 'pílula contra o ronco'
Cientistas americanos podem estar perto de desenvolver uma pílula contra a apnéia do sono, uma doença que causa o ronco.
A apnéia do sono é caracterizada por uma parada da respiração de dez segundos ou mais durante o sono que compromete a oxigenação do organismo. Isso pode acontecer cinco vezes ou mais a cada hora de sono.
O ronco é simplesmente a tradução sonora indicando que há uma diminuição ou estreitamento da via aérea durante a passagem do ar.
A pílula, conhecida ainda pelo código BGC20-0166, é uma combinação de dois remédios já existentes e age ao afetar áreas do cérebro associadas ao aumento de tonificação dos músculos e fluxo do ar nas vias respiratórias.
A BGC20-0166 está sendo desenvolvida pela empresa BTG, com sede na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos.
Os primeiros testes envolveram 39 pessoas que sofrem da apnéia do sono. Os participantes foram divididos em grupos. Cada grupo recebeu uma dose diferente do remédio - um placebo, um dos dois medicamentes que formam a nova pílula, uma ou duas doses da BGC20-0166 diariamente durante 28 dias.
Os cientistas então mediram a frequência e a severidade das pausas na respiração ocorridas durante o sono dos pacientes.
Testes
Os testes revelaram que uma alta dose da nova pílula reduziu os sintomas da apnéia do sono em 40%, e os pacientes não tiveram nenhum efeito colateral aparente. Três dos dez pacientes que estavam no grupo que recebeu uma alta dose do medicamento tiveram uma redução de 50% dos sintomas.
"Os testes demonstram que a nova pílula tem um potencial para reduzir ou normalizar os sintomas da apnéia do sono, mas mais testes ainda serão necessários", disse Thomas Roth, diretor do Centro de Pesquisa de Distúrbios do Sono do Hospital Henry Ford e conselheiro da BTG.
Atualmente, não existe um remédio que consiga, sozinho, reduzir os sintomas da doença e, consequentemente, levar a uma redução do ronco.
Normalmente, pacientes são aconselhados a usar uma máscara durante a noite para ajudar na respiração.
O ronco é apenas um dos sintomas da apnéia do sono. A doença também está associada a um maior risco de doenças cardiovasculares, incluindo hipertensão e infarto do miocárdio, irritabilidade e fadiga diurna excessiva, entre outros.
Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil
A apnéia do sono é caracterizada por uma parada da respiração de dez segundos ou mais durante o sono que compromete a oxigenação do organismo. Isso pode acontecer cinco vezes ou mais a cada hora de sono.
O ronco é simplesmente a tradução sonora indicando que há uma diminuição ou estreitamento da via aérea durante a passagem do ar.
A pílula, conhecida ainda pelo código BGC20-0166, é uma combinação de dois remédios já existentes e age ao afetar áreas do cérebro associadas ao aumento de tonificação dos músculos e fluxo do ar nas vias respiratórias.
A BGC20-0166 está sendo desenvolvida pela empresa BTG, com sede na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos.
Os primeiros testes envolveram 39 pessoas que sofrem da apnéia do sono. Os participantes foram divididos em grupos. Cada grupo recebeu uma dose diferente do remédio - um placebo, um dos dois medicamentes que formam a nova pílula, uma ou duas doses da BGC20-0166 diariamente durante 28 dias.
Os cientistas então mediram a frequência e a severidade das pausas na respiração ocorridas durante o sono dos pacientes.
Testes
Os testes revelaram que uma alta dose da nova pílula reduziu os sintomas da apnéia do sono em 40%, e os pacientes não tiveram nenhum efeito colateral aparente. Três dos dez pacientes que estavam no grupo que recebeu uma alta dose do medicamento tiveram uma redução de 50% dos sintomas.
"Os testes demonstram que a nova pílula tem um potencial para reduzir ou normalizar os sintomas da apnéia do sono, mas mais testes ainda serão necessários", disse Thomas Roth, diretor do Centro de Pesquisa de Distúrbios do Sono do Hospital Henry Ford e conselheiro da BTG.
Atualmente, não existe um remédio que consiga, sozinho, reduzir os sintomas da doença e, consequentemente, levar a uma redução do ronco.
Normalmente, pacientes são aconselhados a usar uma máscara durante a noite para ajudar na respiração.
O ronco é apenas um dos sintomas da apnéia do sono. A doença também está associada a um maior risco de doenças cardiovasculares, incluindo hipertensão e infarto do miocárdio, irritabilidade e fadiga diurna excessiva, entre outros.
Para mais notícias, visite o site da BBC Brasil
Chega ao Brasil medicamento que auxilia na redução da gordura intrabdominal
Quase um ano após a aprovação dada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), começa a comercialização do rimonabanto no Brasil. O medicamento, que traz o nome comercial de Acomplia, já está em uso nos países da União Européia desde 2006.
O rimonabanto é o primeiro medicamento desenvolvido para atuar no sistema endocanabinóide, ligado ao balanço energético e ao acúmulo de gordura no corpo humano. No inicio dos anos 1960, cientistas descobriram um sistema de regulação orgânica que é capaz de interferir na quantidade de energia que é ingerida e gasta pelo corpo, agindo sobre o metabolismo da glicose das gorduras.
Os receptores desse sistema estão localizados no cérebro, tecido adiposo, fígado, músculos e tubo digestivo. O mecansimo de atuação dos receptores do sistema endocanabinóide é capaz de modular a entrada de glicose nas células, a produção de gordura no fígado e a sensação de saciedade no tubo digestivo.
Sinalizadores
A descoberta dos receptores nas células permitiu a identificação das substâncias químicas que sinalizam como deve funcionar o sistema. Elas são chamadas de agonistas para os receptores CB1 e CB2.
A partir daí, os cientistas começaram a imaginar que uma outra substância poderia bloquear a ação dos agonistas e, assim fazendo, modificaria o padrão de saciedade, diminuindo a ingestão de comida. Ela também atuaria sobre o metabolismo da glicose, ajudando o controle dos níveis de açúcar no sangue, cruciais para os diabéticos. E, além desses fatores, poderia melhorar o perfil de gorduras no sangue das pessoas.
O rimonabanto foi descoberto somente em 1994, e começaram o estudos para avaliar a segurança e eficácia de sua utilização. O objetivo foi comprovar se o bloqueio dos receptores do sistema endocanabinóide poderia melhorar os fatores de risco para doença cardiovascular e diabetes a partir de um melhor metabolismo do açúcar e equilibrando o balanço energético.
Estudos clínicos
Foram realizados até agora mais de 50 estudos clínicos, que envolveram mais de 16 mil pacientes. Os resultados do ponto de vista metabólico têm sido animadores. Os pacientes perdem peso, diminuem a circunferência abdominal e melhoram seu perfil de gorduras no sangue.
Esses estudos permitiram sua liberação na Europa, no Brasil e em outros países do mundo. Segundo a empresa fabricante, mais de meio milhão de pacientes já fez uso do remédio. O Brasil participou de vários desses estudos e de outros que estão em andamento, coordenados através de centros de pesquisa universitários.
Por ser um medicamento que também atua no cérebro, durante os estudos clínicos vários efeitos adversos psiquícos foram descritos, especialmente ansiedade e depressão, que cessavam após a parada do uso do medicamento. Além desses efeitos indesejáveis ocorreram naúseas e tonteiras.
Daí a preocupação dos pesquidadores brasileiros que participaram dos estudos em alertar a todos que o medicamento têm um público alvo e somente para esse público alvo o padrão de segurança se mostrou aceitável nas pesquisas. E quem são esses indivíduos?
Obesos
São pacientes que estão com índice de massa corporal igual ou maior a 30 ou pacientes que têm índice de massa corporal acima de 27, porém também apresentam fatores de risco como diabetes tipo 2 ou alterações dos niveis de gordura no sangue. O medicamento é contra-indicado para pacientes que estejam em depressão ou em tratamento com antidepressivos. Além deles, pessoas com histórico de doenças psiquiátricas devem evitar usar o remédio.
A comercialização do medicamento deverá seguir as normas da Anvisa e sua venda será controlada pelas autoridades através da utilização de receituário específico pelo médico. Outro alerta foi o de que não existe a possibilidade de que o remédio original seja vendido através de farmácias de manipulação. O custo estimado pelo fabricante deverá ficar em R$ 225 por uma caixa que serve para 28 dias de tratamento.
Diante da epidemia de obesidade e doença cardiovascular enfrentada pelo mundo ocidental, esse medicamento pode ser uma ferramenta importante para ajudar no controle dos fatores de risco, desde que aplicado aos pacientes com critério e somente nas indicações precisas. Não corra riscos, nunca utlize medicação sem orientação médica.
Fonte: G1
O rimonabanto é o primeiro medicamento desenvolvido para atuar no sistema endocanabinóide, ligado ao balanço energético e ao acúmulo de gordura no corpo humano. No inicio dos anos 1960, cientistas descobriram um sistema de regulação orgânica que é capaz de interferir na quantidade de energia que é ingerida e gasta pelo corpo, agindo sobre o metabolismo da glicose das gorduras.
Os receptores desse sistema estão localizados no cérebro, tecido adiposo, fígado, músculos e tubo digestivo. O mecansimo de atuação dos receptores do sistema endocanabinóide é capaz de modular a entrada de glicose nas células, a produção de gordura no fígado e a sensação de saciedade no tubo digestivo.
Sinalizadores
A descoberta dos receptores nas células permitiu a identificação das substâncias químicas que sinalizam como deve funcionar o sistema. Elas são chamadas de agonistas para os receptores CB1 e CB2.
A partir daí, os cientistas começaram a imaginar que uma outra substância poderia bloquear a ação dos agonistas e, assim fazendo, modificaria o padrão de saciedade, diminuindo a ingestão de comida. Ela também atuaria sobre o metabolismo da glicose, ajudando o controle dos níveis de açúcar no sangue, cruciais para os diabéticos. E, além desses fatores, poderia melhorar o perfil de gorduras no sangue das pessoas.
O rimonabanto foi descoberto somente em 1994, e começaram o estudos para avaliar a segurança e eficácia de sua utilização. O objetivo foi comprovar se o bloqueio dos receptores do sistema endocanabinóide poderia melhorar os fatores de risco para doença cardiovascular e diabetes a partir de um melhor metabolismo do açúcar e equilibrando o balanço energético.
Estudos clínicos
Foram realizados até agora mais de 50 estudos clínicos, que envolveram mais de 16 mil pacientes. Os resultados do ponto de vista metabólico têm sido animadores. Os pacientes perdem peso, diminuem a circunferência abdominal e melhoram seu perfil de gorduras no sangue.
Esses estudos permitiram sua liberação na Europa, no Brasil e em outros países do mundo. Segundo a empresa fabricante, mais de meio milhão de pacientes já fez uso do remédio. O Brasil participou de vários desses estudos e de outros que estão em andamento, coordenados através de centros de pesquisa universitários.
Por ser um medicamento que também atua no cérebro, durante os estudos clínicos vários efeitos adversos psiquícos foram descritos, especialmente ansiedade e depressão, que cessavam após a parada do uso do medicamento. Além desses efeitos indesejáveis ocorreram naúseas e tonteiras.
Daí a preocupação dos pesquidadores brasileiros que participaram dos estudos em alertar a todos que o medicamento têm um público alvo e somente para esse público alvo o padrão de segurança se mostrou aceitável nas pesquisas. E quem são esses indivíduos?
Obesos
São pacientes que estão com índice de massa corporal igual ou maior a 30 ou pacientes que têm índice de massa corporal acima de 27, porém também apresentam fatores de risco como diabetes tipo 2 ou alterações dos niveis de gordura no sangue. O medicamento é contra-indicado para pacientes que estejam em depressão ou em tratamento com antidepressivos. Além deles, pessoas com histórico de doenças psiquiátricas devem evitar usar o remédio.
A comercialização do medicamento deverá seguir as normas da Anvisa e sua venda será controlada pelas autoridades através da utilização de receituário específico pelo médico. Outro alerta foi o de que não existe a possibilidade de que o remédio original seja vendido através de farmácias de manipulação. O custo estimado pelo fabricante deverá ficar em R$ 225 por uma caixa que serve para 28 dias de tratamento.
Diante da epidemia de obesidade e doença cardiovascular enfrentada pelo mundo ocidental, esse medicamento pode ser uma ferramenta importante para ajudar no controle dos fatores de risco, desde que aplicado aos pacientes com critério e somente nas indicações precisas. Não corra riscos, nunca utlize medicação sem orientação médica.
Fonte: G1
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